Publicado em 19 de março de 2020 às 22:18

Trabalhos da CPI avançam e equipes coletam 40 medidores de energia no 1º dia

 
Pelo menos 40 relógios eletrônicos foram recolhidos no primeiro dia da operação da CPI Energisa, em Campo Grande, que ocorreu nesta quarta-feira (18). Eles serão periciados pela USP-São Carlos (Universidade de São Paulo Campus de São Carlos), a partir do dia 27 de março. Participaram da ação membros da Comissão da ALMS (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul), da concessionária de energia, Procon-MS (Superintendência para Orientação e Defesa do Consumidor de MS) e representantes da sociedade organizada civil.

No total, serão 200 equipamentos entregues para a USP-São Carlos, que fará a perícia para saber se há erros na medição de consumo na residência em que ele estava instalado. De acordo com o relator da CPI, o deputado estadual, Capitão Contar (PSL), que também está integrando as equipes de coleta e coordenando os trabalhos, “a transparência é essencial para a população sul-mato-grossense”.

“As unidades consumidoras foram sorteadas no âmbito das reclamações ou denúncias já realizadas no Procon, ou seja, com prováveis indícios de problema”, salienta o deputado Contar e explica que, “estamos acompanhando os funcionários da concessionária na retirada do relógio, e, com autorização do morador, ocorre a substituição do medidor. Posteriormente o equipamento é conferido, lacrado pelo relator e armazenado em uma sala segura da Energisa, de onde será encaminhado à USP-São Carlos”.

Relatos dos consumidores

Moradores ainda amargam a falta de assistência da empresa para com as reclamações. “Se for para melhorar que eles levem o meu relógio, a gente até apoia, mas não temos muitas expectativas, pois toda vez que a Energisa ou a Águas mexem nos aparelhos, o caso só piora e ainda temos que pagar por um trabalho que nem sabemos o que é. Em um dos serviços realizado em casa, eles arrancaram o lacre e não tinha outro para repor. Liguei, avisei e quando apareceram, me multaram. Tentei recorrer, mas não teve jeito, tive que pagar. Mas, agora, com a presença do Capitão acredito que a situação seja diferente”, relatou o representante comercial, João Inácio de Souza.

Mesma situação do empresário Marcelo Garcia, “minha conta de casa saltou de 100 para 500 reais e do meu estabelecimento de 2 mil para 4 mil reais. Já pedi aferição e nada. Agora, quem sabe, teremos uma resposta”.

Durante a operação da CPI Energisa, os membros da Comissão ouviram relatos dos consumidores que reafirmam, a todo o momento, que se sentem impotentes, pois não tem há quem reclamar. Ao acionar as empresas concessionárias, Águas ou Energisa, elas não resolvem. Quem pode arcar com uma perícia particular, nem sempre tem as contas revistas dos serviços públicos prestados. E a cada mês os valores só tendem a aumentar, sendo que a rotina de consumo nos imóveis são as mesmas ou reduzidas.

 
Acesse o site: https://capitaocontar.com.br/cpi-da-energisa-ms/
 

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